APIs
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25 de setembro de 2018

Por que o IoT e a indústria 4.0 precisam de APIs?

Nicholas Gimenes
Leader de Crescimento & Marketing de Produtos
Apaixonado pelo uso de tecnologia e dados para alavancar estratégias digitais
Mais sobre o autor

A Indústria 4.0 não é simplesmente uma Indústria de Fábrica Inteligente4.0 é a nova onda de Transformação Digital na indústria, impulsionada pelos recentes desenvolvimentos nas tecnologias Cloud, AI + Analytics, IoT e API. No entanto, os desafios desta transformação vão além da mera aquisição e assimilação de novas tecnologias.

O impacto é muito mais amplo (assim como as oportunidades) e requer mudanças estratégicas e culturais, como a construção de ecossistemas digitais e o pensamento de plataforma.

Alguns analistas descrevem esta transformação como parte de uma 4ª Revolução Industrial, com desenvolvimentos comparáveis ao surgimento do motor a vapor, da eletricidade e da tecnologia da informação. A grande indústria players está a todo vapor na execução destas estratégias, como a Caterpillar, GE, e John Deere.

Muitas fábricas já estão apresentando bons progressos na adoção de modernas tecnologias de operação (OT) e de informação (TI), com a instalação de máquinas inteligentes e conectadas, digitalização e automação de processos, e sistemas de análise preditiva. É comum, porém, que apresentem dificuldades em termos de interoperabilidade e adaptabilidade, com sistemas isolados e monolíticos, em um ambiente com uma variedade de padrões, além da complexidade na integração com os colaboradores.

Parte da visão da Indústria 4.0 consiste em superar essas barreiras, possibilitando o fluxo de informações e permitindo ações coordenadas entre funcionários, sistemas, máquinas e colaboradores externos.

Isto é possível com o uso de APIs que de forma padronizada e aplicando mecanismos de segurança permitem a integração ágil e segura entre sistemas e dispositivos.

Gartner, 2015[/caption]Além de evitar retrabalho, desperdício e erros por falta de informação, a capacidade de integração ágil através de APIs reduz o tempo de comercialização e facilita a composição de sistemas legados com novas tecnologias (por exemplo: AI + Analytics, aplicações na nuvem) e com outras fábricas ou colaboradores externos.

Este uso de APIs facilita o desenvolvimento de uma arquitetura baseada em Microsserviços, ou seja, abstração de características de sistemas monolíticos em serviços menores (Microsserviços), que podem ser consumidos e combinados como componentes por outros sistemas (isto pode ser feito sem impacto no backend).

A abordagem baseada em microserviços simplifica a entrega de novas características e aplicações, permite a reutilização de componentes (evitando desenvolvimentos paralelos), facilita o isolamento de falhas (Microsserviços são tratados independentemente), e favorece a escalabilidade.

A indústria 4.0 não é simplesmente Industrial IoT

Ainda que o Industrial IoT (IIoT) seja um elemento decisivo, sem mecanismos adequados para uma integração ágil e segura com outros sistemas, ele será mais uma camada de informação e gerenciamento complexo, cobrindo uma variedade de tecnologias e riscos de segurança que devem ser mitigados.

Os dispositivos preparados para o IoT, incluindo uma variedade de padrões e protocolos, podem enviar e receber dados via APIs no padrão REST, já que compreende um formato aberto, agnóstico, leve, assíncrono, sem estado e aceito globalmente - o que facilita a integração com outros sistemas equipados com APIs.

O uso de APIs permite que outros sistemas trabalhem com esses dados e acionem ações coordenadas, combinando recursos e criando novas possibilidades de fluxo de trabalho. Esta integração pode ser feita além da fábrica, a partir de integrações através de APIs restritas com colaboradores externos.

Os projetos de IdC podem incluir muitos dispositivos e um enorme volume de dados, o que aumenta a preocupação com o gerenciamento e a segurança de acesso a esses dados.

Uma plataforma API completa possui modernos mecanismos de segurança (Oauth2, criptografia, tokens de acesso e permissões, entre outros), análise (rastreamento e registro de chamadas, desempenho, painéis de controle, alertas, etc.). Além disso, possui ferramentas para o governo, testes, projeto, documentação, otimização (cache, composição de chamadas, etc.) e processamento de dados, para promover o gerenciamento e controle das integrações via APIs.

A indústria 4.0 é sobre integração, resposta e controle

A verdadeira transformação consiste em combinar o poder das tecnologias da informação com as tecnologias operacionais (convergência TI/OT), e o potencial de ação sinérgica com um ecossistema digital de colaboradores.

Isto é possível com uma estratégia de integração consistente através de uma plataforma API e facilitado por uma arquitetura baseada em Microsserviços.

A variedade de padrões de interoperabilidade OT e as dificuldades podem ser abordadas com as APIs no padrão REST, também relacionadas aos serviços de TI. Com base na plataforma API, é possível ter visibilidade e controle dessas integrações, que podem ser feitas de forma ágil, escalonável e com aplicação de mecanismos de segurança (criptografia, OAuth, etc).

O ponto principal não é apenas a integração, mas também a capacidade de permitir a integração de forma ágil, escalonável, segura e gerenciada, para aproveitar as oportunidades rapidamente e reduzir custos e tempo de colocação no mercado, além de ser capaz de garantir o reajuste na resposta aos desafios impostos por mercados cada vez mais competitivos.

A implementação de uma arquitetura ágil e integrada promove maior adaptabilidade, e a plataforma API management permite uma visão completa e em tempo real dos serviços e colaboradores OT/IT.

A interconexão por APIs com serviços AI + Analytics permite a análise preditiva e a automatização de ações orquestradas com serviços internos e externos.

A indústria 4.0 é sobre ecossistemas e pensamento de plataforma - Caterpillar, John Deere e GE já sabem disso!

Para aproveitar as oportunidades desta nova onda de transformação digital, as indústrias devem buscar uma estratégia de integração ágil, segura e escalável - combinando o potencial dos grandes impulsionadores tecnológicos (IoT, AI + Analytics, Cloud) e fazendo arranjos de oferta de valor criativo com todo seu ecossistema de colaboradores.

Entre os arranjos possíveis de estratégias baseadas em plataformas digitais, o Gartner identifica 4 modelos principais:

  • As plataformas de colaboração permitem a operação conjunta dos parceiros do ecossistema de novas maneiras.
  • As plataformas de orquestração são um modelo de negócios que permitem processos de negócios em colaboradores de ecossistemas.
  • As plataformas de correspondência tornam mais fácil para os clientes encontrar fornecedores (por exemplo, Airbnb).

As plataformas de criação permitem aos colaboradores criar aplicativos, produtos/serviços, capacidades e modelos de negócios.

Caterpillar, John Deere e GE

são grandes exemplos de aplicação destas estratégias. A Caterpillar participa dos seguintes negócios baseados em plataformas:

  • CAT Connect: Uma plataforma IoT para que os revendedores possam gerenciar as equipes de seus clientes e estar mais próximos deles.
  • Adoção: Uma inicialização que utiliza algoritmos para analisar dados em massa em plataformas de IOT e fornecer insights para evitar tempo de inatividade em colaboradores.
  • Clube de Jardinagem: Uma inicialização que conecta as pessoas que possuem equipamentos com aqueles que desejam alugar seus equipamentos ociosos.

A GE, por sua vez, possui Predix, uma plataforma que coleta e analisa dados de equipamentos industriais e PredixDeveloper Network, uma plataforma aberta na qual os desenvolvedores podem oferecer seus aplicativos e algoritmos para a análise e otimização de processos nas indústrias.

A John Deere oferece várias APIs em seu Dev Portal para desenvolvedores independentes criarem aplicações e negócios integrados que possam consumir e enviar dados. Estes dados também integram o MyJohnDeere Operations Center, no qual seus clientes podem compartilhar seus dados com consultores de confiança, colaborar com os desenvolvedores e obter informações para a tomada de decisões.

A plataforma API da John Deere permitiu a fácil integração com DroneDeploy, um serviço de dados para frotas de drones utilizado para mapeamento na agricultura e na construção.

Para viabilizar estas estratégias baseadas em ecossistemas e plataformas, uma plataforma API é crucial, e uma arquitetura baseada em microserviços é recomendada.

Uma plataforma API completa pode fornecer várias ferramentas para apoiar a operação das APIs: API Gateway, Dev Portal, Analytics Segurança e Ciclo de Vida.

O módulo de segurançaAPI Gateway permite o processamento de chamadas e a aplicação de mecanismos de segurança. O Dev Portal facilita o uso de suas APIs pelos desenvolvedores colaboradores de seu ecossistema, com fácil acesso à documentação, ambiente de teste e rastreador de problemas. O módulo Ciclo de Vida permite o processamento de informações como o ciclo de vida das APIs e o controle de versões. Por sua vez, o Analytics apresenta métricas agregadas relativas ao funcionamento das APIs.

API Management Plataforma para IoT e Indústria 4.0

A Sensedia possui a plataforma líder API Management no Brasil, bem como consultoria em Microservices, Governo e Projeto de APIs e Serviços, para garantir o sucesso de sua Arquitetura e de suas Estratégias Digitais.

A Plataforma API da Sensedia facilita a exibição, consumo e gerenciamento de recursos para a criação de aplicativos, integração com colaboradores e clientes, desenvolvimento de melhores experiências digitais, IoT e estratégias abertas de inovação.

Além disso, a Sensedia é a primeira empresa brasileira a ser apresentada no Gartner Full Lifecycle API-Management Magic Quadrant e no Forrester Wave API Management Soluções.

Quer saber mais sobre como implementar estratégias de Microservices e APIs?

Obrigado pela leitura!