APIX
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16 de agosto de 2022

Open Banking: lições aprendidas após 18 meses

Oscar Fujiwara
Analista de Marketing
Analista de marketing. Especialista em criação de conteúdo multimídia.
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Lançado oficialmente no Brasil há 18 meses, o Open Banking ajudou a alavancar as discussões sobre o conceito Open, que se desdobra em Open Insurance, Open Health, Open Logistics e Open Everything, por exemplo. Desde então, as instituições do mercado financeiro vêm se movimentando para atender à regulação estabelecida pelo Banco Central, além de identificar maneiras de se beneficiar do compartilhamento de dados e serviços, levando ofertas mais personalizadas aos clientes.

Foi com esse foco nas exigências regulatórias e na descoberta de novos modelos de negócio que a Sensedia promoveu o painel Open Banking e o futuro dos serviços financeiros: do compliance à estratégia de negócio, na jornada presencial do APIX 2022, no WTC, em São Paulo. Vitor Amaral, CTO do Bitz, instituição de pagamento do Grupo Bradesco, e André Luiz Alves, CIO do Banco Rendimento, foram os convidados.

Os executivos trouxeram a visão de instituições cuja participação no Open Banking não é obrigatória. No caso do Banco Rendimento, o foco é a atuação como iniciador de pagamento, enquanto que o Bitz ainda não figura na lista de participantes. “Apesar de fazermos parte de um grupo grande como o Bradesco, que participa ativamente do Open Banking, o Bitz, no momento, é mais um observador, mas queremos fazer parte futuramente”, comenta Cruz.

O cronograma estabelecido pelo Banco Central foi um dos pontos destacados no bate-papo e como as instituições têm se adequado a uma agenda intensa de atualizações nos deadlines e padronização das informações. “Percebemos que é necessária uma postura hands on, na qual precisamos estar preparados para cada mudança que vai acontecer em cada discussão de GT (Grupo de Trabalho). Essa é a dinâmica de trabalhar no projeto de um ecossistema novo, sendo construído por várias mãos, vários GTs e vários times ao mesmo tempo”, aponta Alves.

Diferentemente do Pix, que também foi uma iniciativa idealizada pelo Banco Central e que rapidamente teve seu valor percebido pelo cliente final, Cruz reforça que as vantagens do Open Banking serão percebidas no médio/longo prazo e que a evolução desse conceito deve ser acelerada de agora em diante pelo amadurecimento de outros modelos Open que também estão em evidência em segmentos variados. 

Alves aproveitou para apontar que o Open Banking no Brasil está em período de amadurecimento e trouxe sua visão de como as instituições podem começar a tirar proveito. “Estamos entregando, na verdade, uma prateleira de serviços. O ecossistema não será somente focado em preço ou em quem está com a melhor oferta. Será vantajoso também para quem explorar a melhor abordagem ao cliente, a melhor prestação de serviço, o melhor suporte ao consumo daquele serviço. No fim, as instituições estarão focando em seu core business e provendo serviços desse ecossistema. Quem estiver melhor preparado e contar com uma oferta complementar para esses serviços, que atenda aos clientes, terá um diferencial”.

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