Varejo
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min de leitura
13 de janeiro de 2022

A importância das APIs no varejo - Parte II

David Roldán Martínez
Arquiteto Sênior de Soluções
Especialista em Open Banking, Open Finance, Open Data, e outros setores relacionados à Economia Aberta. Posso ajudá-lo a atingir seus objetivos comerciais avaliando seus processos e infra-estrutura de TI e orientando-o para melhorá-los e otimizá-los.
Mais sobre o autor

No primeiro artigo desta série, conhecemos porque as APIs estão se tornando o centro das plataformas de TI dos varejistas e quais foram as principais bases da transformação digital no mercado de varejo. Neste artigo, exploraremos alguns casos de uso bem-sucedidos.

Personalização das experiências do cliente

A personalização envolve os varejistas oferecendo sugestões aos consumidores com base no gosto pessoal, localização, histórico de pedidos e pesquisas anteriores, a fim de proporcionar uma melhor experiência de compra. Ela não inclui apenas o processo de compra, mas também as etapas de pré e pós-compra de forma a poder analisar e integrar os dados comportamentais do cliente oriundos de sistemas internos e externos, bem como plataformas de redes sociais.

As APIs podem permitir parcerias nas quais diversas empresas trocam e compartilham informações por meio delas para criar serviços e aplicativos novos e aprimorados.

Simplificação das operações

Em geral, uma cadeia de valor define uma série de ações que permitem às empresas vender seus produtos aos clientes (Figura 1) e cada ação na cadeia agrega uma parcela de valor a todo o processo.

Figura 1: Cadeia de valor do varejo

Em alto nível, as quatro etapas da cadeia de valor do varejo são a criação do produto, armazenamento do estoque, distribuição das mercadorias e disponibilização do produto para os consumidores. Ao analisar detalhadamente essa cadeia de valor, pode-se perceber que quase todas as etapas da cadeia podem ser cumpridas usando APIs (ver Tabela 1).

Figura 2: Atividade da cadeia de valor com APIs

Promoção de conexões para o desempenho dos negócios

O critério mais importante para o êxito no setor de comércio eletrônico é a velocidade, não apenas a rapidez de carregamento do site, mas também:

  • Rapidez de inicialização da instância de comércio eletrônico;
  • Rapidez de personalização da lógica de front-end e back-end do comércio eletrônico;
  • Rapidez de realização de alterações e otimização da solução de comércio eletrônico;
  • Rapidez de adaptação às novas tecnologias;
  • Rapidez de resposta às demandas e expectativas dos clientes.

Diante desse cenário, as APIs podem agregar valor aos varejistas de inúmeras maneiras ao fornecer novos serviços aos clientes, expandir a rede da cadeia de suprimentos, viabilizar novos modelos de negócios ou recursos a baixo custo ou aumentar as receitas pela venda de APIs para uso de desenvolvedores de outras empresas. Uma API de comércio eletrônico é uma coleção de funcionalidades expostas via API que atuam como uma rede de conexão entre o front-end (cérebro) e o back-end (corpo). Essa API pode ser utilizada em compras on-line para disponibilizar produtos de diversos varejistas em uma vitrine on-line, permitindo o alcance a um número maior de compradores no mercado.

Usuários de marketing sob demanda

As APIs estão criando maneiras novas e mais eficazes para as empresas se envolverem com os clientes. Ao utilizar as APIs, as empresas podem fazer conexões com novos parceiros, fornecer novos serviços e acessar novos mercados que podem promover grandes transformações e retornos maciços. As APIs permitem que campanhas personalizadas alcancem os clientes onde eles realmente estão, não apenas por meio de anúncios dinâmicos em sites visitados ou redes sociais, mas também pelo envio de cupons e anúncios quando esses clientes estão na loja física ou pela sugestão de compras de produtos complementares.

Dinamização da inovação por meio de ecossistemas de API

A inovação é a força vital de todas as empresas de sucesso – agora, mais do que nunca. As empresas precisam ser ágeis e as APIs permitem que elas mudem rapidamente para novas verticais e se adaptem às mudanças que ocorrem nas expectativas dos clientes, dinâmicas de mercado e tendências tecnológicas.  

  • Compras via omnicanal: analisamos esta vertente no primeiro artigo desta série (link). Refere-se a possibilidade de vincular todas as maneiras que um cliente pode comprar e manter seu lugar em cada etapa e em todos os modos de interação (smartphone, laptop, desktop, site, e-mail, telefonemas, visitas à loja etc.).
  • Compras via redes sociais: conectar a empresa a sites de redes sociais permite que os varejistas envolvam os usuários com a empresa em sites de redes sociais por meio da utilização de APIs.


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Referências

“Panvel: Omnichannel and the Digital Transformation in Retail”, disponível em https://www.sensedia.com/post/panvel-omnichannel-and-the-digital-transformation-in-retail e atualizado pela última vez em 30/09/2021

"A experiência de sucesso da Via Varejo com Black Friday", disponível em https://br.sensedia.com/post/black-friday-post-the-via-varejo-experience e atualizado pela última vez em 30/09/2021

"eCommerce 101: API for eCommerce and Why it's Important", disponível em https://www.elasticpath.com/blog/an-introduction-to-ecommerce-apis e atualizado pela última vez em 10/01/2021


Obrigado pela leitura!