Open Insurance
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8 de abril de 2022

A importância das APIs no Open Insurance

Willian Pereira
Analista de conteúdo e comunicação
Jornalista e criador de conteúdo para websites, blogs, mídias sociais e outros canais digitais.
Mais sobre o autor

Fundamental nas estratégias de inovação aberta, as APIs ganham um novo grau de importância com o Open Insurance.

No conceito de modelos de negócio aberto, as APIs são o meio pelo qual as empresas participantes do Open Insurance compartilharão os dados de seus segurados e demais informações sobre produtos e serviços. Com essas aplicações abertas, insurtechs e grandes seguradoras poderão combinar expertises para, juntas, criarem novas soluções a fim de oferecer algo que, separadas, não seria possível.

Sendo assim, não é exagero dizer que a importância das APIs no Open Insurance é tão grande quanto a de um motor automotivo para um carro: sem ele, o veículo simplesmente não funciona.

Com a implementação deste novo conceito, o mercado de seguros e a experiência do consumidor terão um outro patamar. Este modelo de inovação aberta chega ao Brasil para revolucionar o setor e introduzir as empresas, de vez, na cultura da transformação digital.

E quando falamos de uma estratégia de inovação aberta, automaticamente entramos no campo das APIs, mais especificamente das APIs abertas, que são uma ferramenta crucial para o Open Insurance.

Assim como no Open Banking, as APIs também serão o meio pelo qual as empresas participantes compartilharão os dados de seus segurados e demais informações sobre produtos e serviços. Por isso, saber gerenciá-las é tão importante quanto se adequar às regulações da SUSEP, órgão responsável por implementar e regular o Open Insurance no Brasil.

O papel das APIs no Open Insurance

Como falei no início do texto, o Open Insurance só é viável graças às APIs. Afinal, são elas as responsáveis por permitir o compartilhamento dos dados, acelerar a criação de aplicações e por criar ambientes ideais para experimentação e criação de novos modelos de negócios, aproximando startups e ecossistemas de inovação.

A premissa deste Sistema de Seguros Aberto é justamente essa: o compartilhamento de informações entre diferentes empresas de forma segura, em compliance com a Lei Geral de Proteção de Dados, de forma ágil, precisa e conveniente.

Com as APIs abertas, por exemplo, insurtechs e grandes seguradoras não precisam necessariamente competir entre si. Juntas, por meio de APIs disponíveis no ambiente do Open Insurance, elas podem criar novas ofertas que levariam anos para serem executadas - se é que algum dia seriam viáveis.

Um exemplo clássico é o da insurtech norte-americana Lemonade, que tornou pública sua API em 2017. Graças a ela, diversas corretoras puderam oferecer seguros via aplicativo, utilizando uma interface já criada.

O que isso representa? Benefícios a todas as partes envolvidas: à Lemonade, que expande sua marca a partir de terceiros; às corretoras, que puderam ofertar planos por meio de um app que, sem a API, levaria anos para ser desenvolvido; e aos consumidores, que podem contratar seguros de maneira mais fácil.

O Open Insurance pode significar, literalmente, a transformação do negócio para muitas empresas do setor. Ao desenvolver uma API de um produto e torná-la pública, outros profissionais poderão desenvolver serviços e soluções inovadores a partir do seu serviço.

As APIs do Open Insurance no Brasil

Como órgão regulador da inovação no Brasil, a Susep, estabelece quais são as APIs que integram o Open Insurance:

  • APIs para produtos e serviços: dá o acesso aos dados abertos que estão relacionados a produtos e serviços oferecidos pelas empresas.
  • APIs para canais de atendimento: dá o acesso a dados abertos relacionados aos canais de atendimento ao público, como APIs de redes sociais, chats, e-mail etc.
  • APIs para situação do ambiente: dá o acesso a dados sobre a disponibilidade atual das implementações das APIs. Também deve dar acesso a dados sobre indisponibilidades programadas.

Todas as APIs devem seguir os princípios de oferecer uma boa experiência para os usuários, poderem ser consumidas em diferentes linguagens e plataformas, oferecer segurança e entre outros, pois inúmeros desenvolvedores terão acesso a essas aplicações e também precisarão seguir os padrões.

Todos os requisitos, definições e recomendações podem ser consultadas no Manual de APIs do Open Insurance, disponibilizado pela Susep.

A importância do gerenciamento de APIs no Open Insurance


Todo esse cenário nos leva a outro ponto importantíssimo do Open Insurance: o gerenciamento das APIs..

Se todas essas APIs estarão disponíveis em um ambiente para toda e qualquer empresa/desenvolvedor participante do Open Insurance acessar, logo elas precisam seguir um padrão para facilitar ao máximo todo o processo.

O manual da Susep indica os requisitos mínimos de requisição de tráfego, desempenho (tempo de resposta) e disponibilidade por tempo que as APIs abertas devem suportar. Logo, as empresas deverão gerenciar todo esse volume de dados, como monitorar e analisar o comportamento de cada aplicação.

O gerenciamento de APIs, além de assegurar a conformidade com as normas da Susep e políticas internas de cada empresa, também possibilita centralizar todo o controle das suas estratégias baseadas em APIs: desde as métricas de uso até o fluxo de trabalho dos desenvolvedores terceiros.

Uma solução que certamente ajudará as seguradoras, insurtechs e demais empresas do setor na adequação e adaptação ao Open Insurance são as plataformas de gerenciamento de APIs, que já fazem o serviço de unificar todas essas informações em um único lugar.

A Sensedia API Platform, conta com um portal no qual os desenvolvedores têm fácil acesso às APIs publicadas, recursos que habilitam a comunicação com comunidades de devs e ecossistemas de inovação, além de muitos outros add-ons.

O Open Insurance representa, definitivamente, o futuro. Quem souber surfar nesta onda, com certeza tirará muito proveito deste conceito que já tem sacudido positivamente o mercado financeiro.

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Obrigado pela leitura!