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17 de setembro de 2020

Estratégia API - Lean Inception na prática

Juliana Fernandes
Arquiteto Corporativo
Administradora e certificada em Arquitetura Empresarial pela TOGAF, comecei minha carreira explorando a área de negócios, em melhoria e transformação de processos. Hoje, sou apaixonado por este pequeno mundo de API, e todo o seu potencial como capacitador digital em estratégias de negócios.
Mais sobre o autor

Lean Inception promove a identificação de oportunidades para habilitação ágil e integração de potenciais APIs e drivers de serviço, garantindo uma visão holística da arquitetura de nossos clientes (Negócios, Dados, Aplicação e Tecnologia).

E esta compreensão permite possibilitar iniciativas digitais "vinculadas" a ações estratégicas.

Lean Inception

A aplicação do modelo Lean Inception é a combinação dos pilares do pensamento do projeto (colaboração, experimentação e empatia), procurando focar no aprendizado sobre personas e jornadas, e os pilares do lean startup (construção, medição e aprendizado), com o propósito de ajudar no entendimento, bem como na construção do MVP e assessment arquitetônica, sempre considerando o contexto digital e tecnológico em que o cliente se encontra.

Lean Inception na prática é um workshop onde a colaboração é um ponto fundamental para alinhar o entendimento das áreas de negócios e tecnologia sobre um produto e seus aspectos-chave. É uma grande recomendação para organizações com projetos ainda muito embrionários, sem uma compreensão clara sobre persona, pontos de dor, jornada, características e escopo.

Lean Inception na prática

O principal problema com a criação de produtos no modelo tradicional é o tempo gasto e o engajamento de muitos recursos da organização, o que muitas vezes causa a perda do time-to-market. Lean Inception, por outro lado, reduz o tempo para criar produtos digitais, algo fundamental para as empresas que precisam ter respostas rápidas para se manterem competitivas no mercado e uma direção para o que realmente precisa ser feito. Não é estático, mas evolutivo; novos motores podem surgir precisamente por causa da agilidade do mercado.

Como deve ser feito, ou seja, a melhor maneira viável de resolver o problema identificado na causa principal.

Para identificar a solução, técnicas tais como: Modelo A3, 5 Whys, Brainstorming e Design Thinking. Mas sabemos que existem muitas outras buzzwords no mundo dos negócios: OKR, Scrum, avaliações, canvas model, bem como quadros de referência.

A escolha e aplicação dependerá da natureza do negócio, do tipo de projeto e do contexto da organização. O foco inicial deve ser trabalhar em ações que eliminem ou minimizem os problemas/dores enfrentados por personas.

Para isso, é essencial entender claramente como as APIs podem contribuir para a solução do problema. Que oportunidade queremos aproveitar? Qual é a finalidade da API? E ouvir seus clientes, parceiros e até mesmo desenvolvedores para oferecer a melhor experiência. Estas são apenas algumas das perguntas fundamentais que o projeto deve responder e se referem à visão corporativa do negócio e à visão para a API, assegurando o alinhamento entre a estratégia empresarial e a implementação das APIs como um capacitador digital.

Obrigado pela leitura!